quarta-feira, 11 de março de 2009

E VOLTA O CÃO ARREPENDIDO


Filosofando esses tempos sozinha, eu analisava as relações atuais(ou o infeliz desfecho delas). De alguns anos pra cá, é cada vez mais notável a fácil insatisfação das pessoas para com seus relacionamentos amorosos. Okey, insatisfação de certa forma é natural, humano. Mas o que acontece na atualidade é uma série de FACILIDADES antes não existentes. Um exemplo muito comum são as viagens: "a viagem dos seus sonhos" em 24 vezes(!!!!!), viagem da terceira ou melhor idade, viagem de carnaval, só pra solteiros, viagem em cruzeiro, viagem cultural, de compras ou ainda de pesquisa ou estudos. O BOOM das mil alternativas.
Depois da igualdade dos sexos, agora tudo é "aproveitar", novas experiências sem mais padrões rígidos impostos pela sociedade. Não há mais sofrimento e "a fila anda" parece que até letra de música romântica virou( o pior é que é sério, o dito é refrão de uma música- sertaneja, óbvio rsrs).

Então, FOI IMPOSSÍVEL não "linkar" aos meus humildes pensamentos uma música muito tocada nas rádios hoje e de um gênero de que eu nem conseguiria ouvir um CD inteiro, mas é daquelas que se "pega por osmose", sabem?

A letra diz:
"Percebo que o tempo já não passa Você diz que não tem graça amar assim Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito Parecido com borboletas de um jardim..." Só que daí, a letra vira de um amor lindo e certo, pra um "meu Deus, o que eu quero agora que eu posso ter tudo?":
"... Agora você volta E balança o que eu sentia por outro alguém Dividido entre dois mundos Sei que estou amando mas ainda não sei quem..."
Aí é que entra a parte ruim do "BOOM DE ALTERNATIVAS". A gente quer sempre um mais bonito, mais inteligente, mais bem-sucedido. Como as oportunidades nos levam ao desconhecido, hoje ARRISCA-SE muito mais. E sem pesar os danos. O que eu vejo hoje é um monte de histórias iguais: o casal volta a se encontrar DEZ anos depois, arrependido pelo tempo perdido. Ou uma mais comum: anos depois de uma separação de alguém que se amava muito, um se toca de que realmente ama o outro, mas quando volta, já é tarde demais, encontra o outro casado, com filhos e etc.

A última estrofe da tal música acaba assim:
"... Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual. Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal. Você tenta provar que tudo em nós morreu. Borboletas sempre voltam E o seu jardim sou eu ..."
Pessoallll, eu sei que a torrada do vizinho parece sempre mais gostosa, mas só porque ele nos convidou pra tomar café vamos deixar nosso "pão de todo dia" estragar?
THINK ABOUT IT ;)
BOA SEMANA

5 comentários:

Anônimo disse...

Concordo plenamente! Vivemos numa sociedade regida pelo tempo, onde a aceleração é a alavanca do mundo contemporâneo e a velocidade um fetiche, um valor. Esse presenteísmo, fruto da angustiante consciência de que vivemos espremidos, entre um passado que não existe (é memória) e um futuro aberto, indeterminado (que também não existe), nos faz viciados na imediatidade, na hiperaceleração. Nas palavras de um sábio professor, é uma verdadeira "narcose dromológica". Ainda, a sociedade nos impõe a idéia de consumo generalizado. Assim como quem escolhe batatas na feira, queremos escolher amigos, namorados, parentes, tratando pessoas como objetos inanimados que, se não se ajustam ao nosso modo de ser e viver, ou a nossa confusa idéia de ideal, não nos servem, e merecem ser descartados. “Somos os melhores, merecemos os melhores e podemos ter os melhores”! É o lema do nosso egocentrismo. Tudo isso, aliado ao grande volume de "oferta" existente no "mercado", nos faz agir como consumidores frenéticos na busca do “melhor”, do “mais bonito”, do mais “inteligente”... e pra ontem! Talvez estejamos nos esquecendo de antigos valores como fidelidade, ética, moral... Talvez estejamos apagando sentimentos até então naturais de um ser humano, como carinho, paixão, amor, saudade... Quem sabe nosso desejo é sermos máquinas, agir exclusivamente pela razão e viver para sempre, como criaturas perfeitas, egoístas e frias.

Anônimo disse...

Eu custumava ser assim meu.... Eu me amarrava numa menina, soh q sóh isnobava ela pq tava muito na minha maum ta ligadu. Eu era pegador, na balada mesmu pegava geral. Nunk me dediquei p ela pq axava q eu iria conhesser alguem melhor. Naum abri maum de ngm por elaa.Fui descobrir q realmente amava ela o dia q perdi ela de vez. hJ ela neim olha + pra minha cara.

FIGUEIRA, Rodrigo L. disse...

Pri adorei seu blog.......bjão.....

Concordo muito com o que você disse......a letra dessa ´música é incrivel mesmo, muitas pessoas estão ouvindo ela e tomando algumas atitudes de mudar destinos.

Mas é preciso não esquecer que para se tomar uma atitude de arrependimento, é necessário ter muita coragem e arcar com muitas conseqüências. O que na realidade sempre alguém sai muito mal com isso.

Valeu.

Abraço do FIGUEIRA, Rodrigo L.

Unknown disse...

Oiii Pri,

Primeira vez que eu entro aqui, achei muito interessante! Legal ver o jeito como você expressa seus pensamentos nesse blog. Jamais tinha parado pra analisar as coisas dessa forma, ou ainda prestado aencão na tal letra que você fala, se bem me lembro a gente queria voltar cantando ela, pós Pacha! hahahhaha
Mas sério muito legal, e pra deixar registrado concordei com o li aqui...
Parabéns...
Beijosss

Lucas Goulart da Silveira disse...

Primeira vez que passo por aqui e realmente gostei da tua análise.
Quase tudo na sociedade de hoje é descartável, efêmero, isso infelizmente também é refletido nas relações sociais, que acaba por banalizar sentimentos, impulsos e relações.